quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Links Meio Ambiente


1 - Liga das Florestas - A Liga das Florestas é uma iniciativa da Organização Não Governamental Greenpeace. Seu objetivo é fazer um abaixo-assinado, recolhendo 1,4 milhões de assinaturas para o envio ao Congresso Nacional, a fim de ser aprovado uma Proposta de Lei chamada Desmatamento Zero. Muito interessante aos internacionalistas que desejam manter um papel ativo na sociedade.







2 - Projeto Noah  - É uma ferramenta para explorar e documentar a vida selvagem e uma plataforma para aproveitar o poder de cientistas dos cidadãos em todos os lugares do mundo. Um show de imagens. Vale muito dar uma conferida.


www.projectnoah.org/









3 - Observatório Eco - Ótimo site para se manter informado acerca, principalmente, do Direito Ambiental.




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Relatório de aula


Inicia-se aqui uma coluna com resumos de algumas aulas de grande relevância aos alunos do curso. Comecemos pela brilhante aula estréia do Prof. Cláudio Damasceno:

Ciência Política 1 – 03/08/2012 – Segundo Semestre
Professor Claudinho.

1 - Na primeira parte da Aula foi apresentado o conteúdo programático da disciplina, que tem como ementa (imexível):

“A Ciência Política e os paradoxos da política¹. Desenvolvimento histórico do pensamento político². Estado e sociedade civil.³”

¹ - Trabalharemos os conceitos básicos e algumas questões primordiais da disciplina.
²- Trabalharemos a política ao longo da história, passando por Egito e Grécia Antiga, Idade Média e o Feudalismo, Monarquias Absolutistas e a atual forma de governar em diversos países.
³- Conceitos básicos de cidadania e introdução ao Direito Constitucional.

Foram apresentados os Objetivos, o conteúdo programático, as atividades orientadas e a forma de avaliação.

2 – Ao longo da aula, ideias mais específicas sobre alguns assuntos foram surgindo e algumas questões interessantes foram levantadas.

·         Estado e Cidadão: A relação entre Estado e Cidadão é a mesma entre um pai e um filho. O filho requer liberdade e o pai dá as rédeas. Ao longo da história – o século XIX é um exemplo bem revelador – podemos observar tal relação.

Mas por que o Estado existe, se regula o mesmo homem que o criou?
Por natureza, somos bem diferentes do que aparentamos. Precisamos um dos outros para viver em sociedade e, por isso, devemos  abrir mão de certas “peculiaridades”. Um filhote de porco num deserto se viraria muito melhor que um filhote de homem. O bicho homem é quem leva mais tempo para desmamar e ficar independente da mãe.  Precisamos viver em sociedade e isto requer rédeas, regras, normas para que o bem coletivo não seja prejudicado. Por isso o homem inventou a Política e o Estado.

Quais são as peculiaridades colocadas em questão? Mencionamos em sala as roupas, a agressividade e a questão do sexo. Temos vontades controladas pela Moral, não pelo senso Ético. O conjunto nos faz ser assim. Somos macacos vestidos com ternos e devemos nos portar da forma na qual o conjunto requer. O bem individual depende do bem coletivo.
Desta forma, a política é, nada mais, que a Ciência que o homem criou para proporcionar uma vida em sociedade, em conjunto. O Estado é a maior criação política.
OBS: Estado (Território, Povo e Governo, estabelecido há muito, mas juridicamente reconhecido no episódio chamado Paz de Westphália – 1648).

·         Comunismo, Capitalismo e Socialismo.

Há uma grande diferença entre estes conceitos, mas as pessoas ainda teimam em confundi-los. Vamos às distinções:
Enquanto o Capitalismo tem como principal ponto o MEU, o Comunismo tem como principal ponto o NOSSO. Para uma coisa minha passar a ser nossa, precisa-se de um longo salto. Para fazer esta intermediação, eis que surgiu o Socialismo.
Capitalismo: Privatização, propriedade privada dos meios de produção, lucro, capital, competição, tecnologia, maiores liberdades, hierarquia, meritocracia, oposição aos socialistas.
Comunismo: Anarquia, Propriedade coletiva dos meios de produção, igualdade incontestável, coletividade em grau absoluto.
Socialismo: Ponte entre os dois termos anteriores. Propriedade coletiva dos meios de produção - controlados pelo Estado, o Estado é quem difunde o Sistema, Igualdade, mesmo que contestada e coletividade, mesmo que contestada, além de repressão aos oposicionistas e aos capitalistas.
OBS: Importante ressaltar que o Capitalismo e o Socialismo tiveram formas distintas ao longo dos tempos e em lugares diferentes. O Capitalismo começou na forma protecionista na Era Mercantilista, passando por uma reforma Liberal e conservadora posteriormente. Existiu o Keynesianismo com a crise liberal e, mais tarde ainda, o Neoliberalismo, entre outras fases.  Já o Socialismo se apresentou/apresenta de diferentes formas em Cuba, na URSS, na China, etc.. Sem falar o Socialismo ideal (proposto por Marx) e o Socialismo Real (o que de fato aconteceu, bem diferente do esperado).

·         Modelos de Produção através da história:

- Comunismo Primitivo
- Servidão coletiva
- Escravismo
- Feudalismo
        - Mercantilismo (transição)
- Capitalismo
        - Socialismo (transição)
Comunismo (?)

Estaria o Socialismo morto? Com a queda do muro de Berlin e a desintegração da URSS, tem gente que afirma convictamente. Há controvérsias. O mercantilismo, outra fase de transição, durou 400 anos para que se pudesse chegar no capitalismo. Por que o Socialismo acabaria em menos de 100?
Destacamos, neste assunto, a frase de José Saramago: “Só conseguimos ver a ilha quando estamos fora dela”. Quem está na Crise não vê que está.
Nós não avaliamos a história. Mais que isso, a história avalia a gente. Os futuros livros de história das escolas depende do que nós faremos nesta geração. Podemos ser vistos de diferentes formas se agirmos de diferentes maneiras. Salientemos que num livro de história, 400 anos cabem em um capítulo. A história caminha dois passos e volta um. Somos os passos para frente ou o passo para trás?
Ainda falando sobre o meio atual, conversamos em sala sobre a forma como estamos vivendo e a forma como iremos aparecer em tais livros de história. “A sensação é que tudo o que é sólido se desmancha no ar”, disse Jorge Luis Borges. Em nossos tempos, as coisas andam tão depressa que, quando começamos a nos acostumar com algo, já não é mais. Tempo é dinheiro e dinheiro parece ser oxigênio. Nos importamos com quantidade e esquecemos a qualidade. Comer já não tem tanta graça, correr também não. Até as coisas bonitas parecem perder o brilho. Precisamos de mais Utopia.

·         Utopia.

O que é Utopia? Ela se afasta dois passos de você enquanto você se aproxima dois passos dela. Mas pra que serve, então? Para caminhar!
Lembremos do belíssimo exemplo do filme de Marilyn Monroe, Os Desajustados. Último filme da carreira, contracenando com outro ator famoso da época já em decadência.
A Utopia é o sonhar, o querer ir adiante, ter perspectivas, fantasias alcançáveis. Precisamos disso para sobreviver. Se nos esquecermos da utopia e estagnarmos no marasmo da mesmice, estando todos pensando do mesmo jeito, nunca sairemos do buraco. Se há algo que poderá nos fazer sair do tal buraco, com toda a certeza, é a Utopia. Não há nada que dê mais força a um humano: um sonho.
Cazuza eternizou em uma música: “Ideologia eu quero pra viver”. Na verdade, Ideologia não é o primordial e muito menos é parecida com a utopia, mas ambas estão em falta em nossos tempos. Analisando o trecho da folhinha dada, vemos um grande exemplo de tais argumentos:

“A sociedade tende a aceitar uma pessoa pelo que ela pretende ser, de sorte que um louco que finja ser um gênio sempre tem certa possibilidade de merecer crédito, pelo menos no início. Na sociedade moderna, com sua falta de discernimento, essa tendência é ainda maior, de modo que uma pessoa que não apenas tem certas opiniões, mas apresenta num tom de inabalável convicção, não perde facilmente o pretígio, não importa quantas vezes tenha sido demonstrado o seu erro” (Hannah Arendt – 1906 - 1975).

A figura de Hitler, em vista da época de vida da autora, é analisada. Diversas reflexões podem ser tiradas a partir disso, entretanto, salientamos como primordial que ainda é possível, por mais que as coisas estejam dando o passo para trás, coisas legais ainda podem acontecer. No momento em que nos esquecermos por total desta utopia, dos sonhos e das fantasias, a diferença entre o homem e os demais animais não existirá mais.
Ainda sobre esta diferença entre homem e animal, discutimos em sala que Racionalidade, por mais que se diga tanto, não é a crucial diferença, já que utilizamos, na maioria das vezes, o sentimento para agirmos, sendo o sentimento o contrário à razão. Uma das cruciais diferenças é a capacidade de ter utopias.

·         E qual a diferença entre Direita e Esquerda?

Muitos são os que dizem: Direita é quem está no poder e esquerda é quem faz a oposição. Está errado.
Tecnicamente, a Direita política são aqueles que defendem os direitos do Capital, enquanto a Esquerda são aqueles que defendem os direitos do Trabalho. Mas e o tal do Centro-esquerda e Centro-direita? Estes, por sua vez, defendem um lado mas fazem concessões ao outro. Mas e a tal da Extrema Esquerda e Extrema Direita? Totalmente contra o outro, sendo os primeiros extremistas e os segundos fascistas.

·         Um pouco mais sobre política

Falando um pouco do que faremos ao longo do semestre, eis que o livro máximo de Maquiavel é citado. Num de seus trechos, o maquiavélico diz: Política é circunstância, Ética é convicção.  Podemos ter convicção se a política depende das circunstâncias? É certo que não. Desta forma, Ética e Política não se batem. Daí vem a famosa frase: Os fins justificam os meios.
Em sala, analisamos os trechos seguintes e discutimos o assunto:

“Uma sociedade justa não é uma sociedade que adotou, de uma vez para sempre, as leis justas. Uma sociedade justa é uma sociedade onde a questão da justiça permanece constantemente aberta” (Cornelius Castoriades – 1922-1997).

“Justiça – força. É justo que o justo seja seguido, é necessário que é mais forte seja seguido. A justiça sem força é impotente; a força sem justiça é tirânica; a justiça sem força é contestada, visto que os maus sempre existem; a força sem justiça é acuada. Trata-se, portanto, de reuni-las e que, para fazer isto, o que é justo seja forte ou o que é forte seja justo. A justiça está sujeita à disputa, ao passo que a força é reconhecida pela discussão” (Blaise Pascal – 1623 - 1662).
Quando a autoridade é respeitada? Quando cumpre o que promete. Quando a justiça é aplicada? Quando há ações firmes.

Foi salientado que não discutimos religião, já que religião diz respeito à individualidade. Se o meu Deus é bom para mim, o que você tem a ver? Entretanto, política tem a ver com o bem geral, portanto, precisa, sim, ser discutida.
Desta forma, a Política, negociação para tomada de decisões, precisa da utopia, precisa das reformas, ao passo que nossos tempos jogam as responsabilidade políticas no ralo por qualquer dinheirinho dado. Devemos nos concentrar mais na política. Sem ela, o que sobre é a Guerra. A batalha é o contrário à diplomacia. Nessas negociações, perde-se para ganhar e ganha-se para perder. No fim, os dois lados têm de se sentir satisfeitos, ao passo estes são os principais atributos das negociações.

·         O homem e a política

Uma das principais frases de Aristóteles é: “O homem é um animal civil, por isso, político”.
Ser um animal diz respeito a natureza biológica humana. Já o termo “civil”, adaptado do latim civita [cidade] que fazia referência ao grego “precisa viver na polis”, significa exatamente isso: Precisa se relacionar para decidir. A nossa natureza sociológica requer isso. Viver em sociedade não é escolha, mas sim imperativo. Voltemos a nossa questão inicial de agirmos pela Moral e não pela Ética.
Nessa vivência em sociedade, como dizia Freud: Temos dois sentimentos apenas: A Angústia e a Frustração. Nos sentimos angustiados ao fazer escolhas e opções. O problema das escolhas é que são sempre duas. E se a escolha não for a certa? (Posso ir na festa, mãe? Pergunta pro teu pai! Posso ir na festa, pai? Pergunta pra tua mãe!)O que comprar? Qual caminho seguir? Então escolhemos, enfim, algo. E aí nos sentimos frustrados. O que seria se eu tivesse escolhido a outra opção? Salientamos novamente a questão da racionalidade humana contestada. Devido a isso – a frustração, buscamos uma compensação.  Uns na comida, outros nos estudos e outros ainda no trabalho. O fato é que a natureza humana pode ser bem mais complexa do que, de fato, pensamos ser.
Voltemos agora a outra diferença crucial entre homem e animal: a capacidade de fazer escolhas. O animal age por extinto, nós escolhemos, por mais que de um lado esteja a razão e do outro o sentimento. Qual deles irá falar mais forte? Cabe a cada um dizer. Se somos julgados, é porque poderíamos ter feito diferente.  Um cachorro não vai ao tribunal.

NUM RESUMO GERAL

Como dito pelo próprio professor, tais ideias serão mais difundidas ao longo das próximas aulas, servindo estes pequenos comentários apenas para “erotizar” nossas ideias.

As regras de convívio nascem para que haja harmonia entre os homens. O Estado é quem controla tais regras. Ou seja: criado pelos homens, mas está acima dele. Ele serve para a política prevalecer sobre a guerra. Ele serve, antes de tudo, para nos proteger.
Mas, proteger de quem? De nós mesmos.
Existem regras morais boas e ruins, julgadas pela ética. Sendo que os costumes, as morais, mudam, a ética deve mudar também. Se a relação ética-moral funciona assim, da mesma forma deve funcionar o estado na relação liberdade-repressão. A justiça deve ser mudada também. O Estado muda conforme o povo muda. O tempo é o verdadeiro dono do universo. A história tem a força de fazer tudo ser como é.
E nesse jogo em que o povo quer a emancipação e o Estado o controle, estudamos a partida. É para isso que serve a disciplina de Ciência Política.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As críticas ao esporte brasileiro.

Por Murilo Medeiros

                O período olímpico, menos do que a Copa do Mundo, é um dos únicos em que o brasileiro bate no peito e diz ter orgulho da pátria. Entretanto, quando a medalha falta, o gol não vem ou o inesperado acontece, despencamos: O grito de louvor vira crítica, decepção e às vezes xingamento. De repente, todo o patriotismo de esvai e todo o orgulho se apaga.
Por que não compramos camisetas, ensaiamos o hino, estampamos a bandeira na frente de nossas casas em todas as ocasiões? Por que somos tão fracos no que diz respeito a adorar o verde e amarelo num dia e, no outro, ou simplesmente alguns minutos depois de uma luta, uma partida ou qualquer competição, esquecê-lo por completo?

Tanto tempo e ele faz só isso!
 Só acontece no Brasil...
Ganham tanto pra nada!
               
Fazemos críticas sem fundamento algum. Esquecemos-nos do suor que cada atleta derrama a cada dia durante os quatro anos das olimpíadas, às vezes em situações extremas, pagando para competir, lutando contra lesões e buscando um patrocínio descente.
É claro que temos que cobrar, aliás, ninguém é “tadinho” e requer “pena” dos telespectadores que dizem: “Ah, foram injustos com ele. Ele merecia ganhar”. Somos uma pátria, uma nação – mesmo que não em seu sentido primordial – e, quando erramos, devemos ser cobrados, seja no esporte ou em qualquer outra ocasião. O fato é que crítica construtiva e crítica desmotivacional são bem diferentes. A diferença está no esforço e determinação que cada atleta pode ou não pode ter. Deveríamos bater palmas todas as vezes que um atleta brasileiro sai do tatame, do campo, da piscina ou das pistas. Quando, invés de reconhecimento, ganhamos de nosso próprio povo, a indiferença e a cara feia – Uma medalha a menos! – é certo que o gosto pela pátria também se esvai.
Há um limite entre falar e urrar, assim como há um limite entre falar o que pensa e FALAR O QUE PENSA. É certo que não é aqui o País das Maravilhas, muito menos o paraíso que muitos dizem que seria caso chegassem ao poder, mas senso fantástico algum irá prevalecer no Brasil ou em qualquer outro lugar do planeta. Nem sempre pode-se ganhar. A fantasia não prevalece. Vivemos numa realidade que cada um tem a sua força e, às vezes, a motivação de uma pessoa pode valer um ouro olímpico. Basta que a boca utilize o cérebro antes de usar sua tarefa mais corriqueira – que não é comer – e, assim, quem sabe, um dia seremos – ou quase – uma pátria verdadeiramente pátria. 


terça-feira, 31 de julho de 2012

Pequena crítica ao homem moderno



Por Murilo Medeiros

Abro jornal ainda cedo. O sono cisma em prevalecer e meus olhos não estão por completo acostumados com a luz do dia. Folheio uma, duas, três páginas. Leio algo aqui, corro os olhos ali. O fato é que, algumas vezes (lê-se quase sempre), observo brutalidades no jornal. E não é apenas neste meio de comunicação. Rádio, TV, internet: Qualquer um pode, se quiser, refletir sobre as coisas banais causadas pelo bicho homem.
Manipulação do dinheiro público, estupros, quadrilhas, filha que mata o pai, pai que estupra a filha, massacres em massa, autoritarismo, roubo: A verdade é crua, mas ainda assim é verdade. Sábio é o velho ditado: somos homens das cavernas presos em ternos. Não é a ética que move nossas ações, mas sim a moral. Temos medo dos outros, medo do que vão pensar, do que vão fazer e quais serão as consequências. Não fosse isso, certamente seríamos animais ferozes e ávidos por inconsequência, qualidade que nos toma até mesmo com a moralidade em jogo.
Parece incrível, – do verbo crer, que não pode ser executado – mas milhares de anos depois, passando pelos impérios antigos, pela brutalidade medieval e pelo renascimento das ideias, pelas revoluções e pela era da tecnologia – ainda somos os mesmos velhos macacos repletos do extinto animal agressivo, cuja evolução nos fez perder alguns pelos, deu-nos uma espinha ereta e tirou-nos os membros superiores do chão. Fora isso, não consigo ver diferença alguma entre um ser que atira contra seu próprio povo, um grande líder que observa exterminações humanas a sua volta sem nada fazer em pró e um Australopithecus qualquer da pré-história, balbuciando pequenos sons guturais, denotando-lhe certa, ou total, ignorância. O nível intelectual é o mesmo, o senso ético e humano estão próximos de números negativos.
Até quando? Nem o mais remoto profeta conseguiria responder. Diversos foram os que tentaram – e ainda tentam – mudar a dura e bruta realidade, mas todos, com algumas exceções, foram massacrados pelo objeto que lutavam: o homem. Não basta querer, saber ou se lamentar para que as coisas fiquem do jeito que devem ficar. A unidade, você mesmo, pode não ter a expressão de um país, uma nação ou um continente, mas certamente o mundo, na sua pequenez em meio ao universo, não mudará sem que alguém tome a iniciativa. Ainda somos os mesmos, é certo, mas basta uma atitude ou um gesto de humanidade para que as coisas, enfim, comecem a mudar. Basta que, além de ler o jornal, tentemos mudar a crua realidade que nele se conta. Só assim mudaremos a história.



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Um cumplice da ditadura: o Itamaraty nos anos da repressão


                                                                             Felipe Alessio*       

 Até hoje muito se discuti sobre a participação ativa do MRE na manutenção do regime ditatorial no Brasil e também seu apreço por outros regimes na América do Sul (Videla na Argentina e Pinochet no Chile). Com a possibilidade de acesso recente aos documentos considerados secretos, começaremos a descobrir quanto de fato foi o “auxilio” fornecido pelo Itamaraty. Muitos estudos estão sendo realizados, e alguns já se encontram para consulta, é o caso do artigo de Pio Penna Filho: O Itamaraty nos anos de chumbo – O Centro de Informações do Exterior (CIEX) e a repressão no Cone Sul (1966-1979). Façamos assim, uma breve resenha de seu trabalho.  
O autor procura apresentar em seu artigo as atividades desempenhadas pelo Centro de Informações do Exterior desde sua criação em 1966 até o ano de 1979. Desta maneira, Penna Filho derruba o mito de que o Itamaraty não colaborou com o lado perverso da ditadura, especialmente ressaltando o papel de cooperação com as principais agências de repressão no Brasil. Essas agências tinham como características o combate ao inimigo interno, o qual era identificado como comunista, no entanto o fato de se opor ao regime já era motivo o bastante para tal taxação. Neste sentido, a CIEX monitorava e seguia os passos dos exilados brasileiros que eram ligados a alguma atividade política e contestavam a nova “ordem”, portanto, a agência tinha função de informar a comunidade nacional sobre os fatos exteriores, além de elaborar análises estratégicas de conjuntura política e econômica de outros países.
A CIEX contou com vantagens para sua atuação, especialmente no Cone Sul, uma vez que durante as décadas de 1960 e 1970 todos os países da região se encontravam sobre regimes repressivos. Esses regimes compartilharam alguns objetivos comuns: um profundo discurso anti-comunista e respaldavam a legitimidade na ideologia da segurança nacional. Mesmo que não se possa dizer ter existido de fato uma integração desses sistemas de repressão, podemos ressaltar aqui uma das tentativas de criação desse sistema: Operação Condor (1976).
Sobre os exilados, Penna Filho relata que este período não significou o fim da atividade política para estas pessoas, e sim, iniciavam um processo de reagrupamento sobre o tom das lideranças de origem. Neste caso, citam-se Brizola e Goulart, que formaram dois grupos de exilados no Uruguai, prestando informações e auxilio material aos militantes. Destaca-se também o interesse crescente por parte do Brasil sobre os exilados em países vizinhos, em especial após a criação da CIEX, monitorando o comportamento e os passos dos exilados mais ativos.
No que tange a ditadura brasileira, o autor relata a institucionalização da violência como método de repressão. Além da constituição de um Sistema Nacional de Informação, cuja função era zelar a manutenção dos sucessivos governos militares autoritários de 1964 a 1984. Reforça-se aqui a ligação do CIEX e sua maior contribuição ao sistema: acompanhamento e monitoramento de atividades de brasileiros no exterior. Uma das informações captadas por essa instituição foi a de que 768 refugiados políticos deixaram oficialmente a argentina nos meses de junho a agosto de 1976, devido aos fatores de terrorismo de Estado implantado nesse país, em especial “toda sorte de brutalidade imaginável” aos opositores ao regime argentino.
Portanto, é fatídico relatar as necessidades da ditadura militar se manter no poder através de mecanismos de repressão e controle, para isso se cria a CIEX, a qual visa o mapeamento e a vigia dos exilados políticos no exterior perante suas possíveis aglomerações e tentativas de incitar manifestações nacionais contra o regime vigente. A CIEX abordará em 1976 (Operação Condor) as tentativas da criação de um sistema de integração sobre o controle dos anti-comunistas com os países do Cone Sul. No entanto, esse processo de integração não teve muitos adeptos no Brasil, uma vez que o país já teria eliminado os focos de resistência a ditadura e os brasileiros exilados no Cone Sul se viram obrigados a sair do continente, já que estes países também se encontravam sobre um regime ditatorial. Neste argumento caracterizam-se o “pragmatismo ecumênico responsável” de Geisel e Silveira, no qual o as instituições ou normas internacionais devem condizer com o interesse nacional, se no caso não condizem, limitam a autonomia e o espaço de manobra do país.
Pio Penna Filho: O Itamaraty nos anos de chumbo – O Centro de Informações do Exterior (CIEX) e a repressão no Cone Sul (1966-1979)

* Felipe Alessio - Mestrando em Relações Internacionais - UFSC
                             Bacharel em Relações Internacionais - Unisul



Coursera: Cursos Online Gratuitos


O fenômeno de expansão da educação online ultrapassou novas fronteiras com a chegada, no início deste ano, da Coursera, uma empresa americana que faz parceria com as melhores universidades do mundo e oferece cursos online de graça.
Inicialmente, a organização firmou parcerias com 13 universidades americanas e três estrangeiras, entre elas as cobiçadas universidades de Princeton e Stanford, oferecendo cerca de 43 cursos nas mais diversas áreas, incluindo tecnologia, ciências humanas, saúde e astronomia.
Nesta semana, a Coursera anunciou que, nos próximos meses, o número de cursos disponíveis passará de 100 e, entre as novas universidades parceiras, estão o Instituto de Tecnologia da Califórnia, as Universidades de Duke, de Johns Hopkins e outras renomadas instituições de ensino nos Estados Unidos, Escócia, França e Canadá.O lançamento oficial da organização foi em abril. Poucas semanas depois, a Coursera já contava com cerca de 700 mil alunos participando dos chamados "cursos massivos abertos online" (MOOC, sigla em inglês).
"Adoraria ver um futuro em que todos os estudantes do mundo tivessem acesso às melhores escolas e aos melhores professores do mundo", disse à BBC Brasil, Andrew Ng, co-fundador da Coursera e professor de ciência da computação na prestigiada Universidade de Stanford, na Califórnia.
A Coursera quer oferecer cursos grátis a todas as pessoas do mundo. Mas as universidades têm a opção de, eventualmente, cobrar pela emissão de um diploma opcional para os estudantes ou pela realização de provas.
Segundo Ng, a Coursera poderá oferecer a empresas serviços de localização de profissionais altamente habilitados e usar isso como fonte de lucro.
"Quero que uma universidade como a Cal Tech [Instituto de Tecnologia da Califórnia] possa alcançar não apenas milhares de alunos, mas milhões alunos, espalhados pelo mundo inteiro", disse o co-fundador da Coursera à BBC Brasil.
De acordo com Ng, 35% dos alunos online da Coursera são dos EUA. Depois dos EUA, os países mais presentes nas salas de aula virtuais são Grã-Bretanha, Rússia e Índia. O Brasil fica em quinto lugar, com cerca de 3% dos estudantes.
Fonte: BBC Brasil (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/07/120719_cursos_online_lh.shtml

Segue o link da página do Grupo: https://www.coursera.org/